Pesquisando!

Slides da 1.ª aula

A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA Pedagogia da Autonomia (Paulo Freire, 1996)
Capítulo 3 – Ensinar é uma especificidade humana
IDEOLOGIA –GLOBOLIZAÇÃO -  MERCADO – CAPITAL – ÉTICA – ECONOMIA – AFETIVIDADE – RIGOROSIDADE – SABER PRAGMÁTICO – SUBJETIVIDADE – POLÍTICA -  CIÊNCIA – DESESPERANÇA – DISCURSO – RESISTÊNCIA – PODER – DESCONFIANÇA METÓDICA – EDUCADORES PROGRESSISTAS – PARECER INGÊNUO – DETERMINISMO – POSSIBILIDADE.

ATITUDE
Vìdeo Indiano Endereço:

“É preciso e até urgente que a escola
 vá se tornando em um espaço escolar acolhedor
e multiplicador de certos gostos democráticos
como o de ouvir os outros, não por puro favor,
 mas por dever. O do respeito, o da tolerância,
o do acatamento às decisões tomadas pela maioria
 a que não falte contudo o direito de quem
diverge de exprimir sua contrariedade.”
Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar.
Paulo Freire
ENSINAR EXIGE SEGURANÇA, COMPETÊNCIA PROFISSIONAL E GENEROSIDADE
§O professor que não leve a sério sua formação, que não estude, que não se esforce para estar à altura de sua tarefa não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe. p. 92
ENSINAR EXIGE COMPROMETIMENTO
§Afinal, o espaço pedagógico é um texto para ser constantemente “lido”, interpretado, “escrito” e “reescrito”. p. 97
ENSINAR EXIGE COMPREENDER QUE A EDUCAÇÃO É UMA FORMA DE INTERVENÇÃO NO MUNDO
§Sou professor a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da luta constante contra qualquer forma de descriminação, contra a dominação econômica dos indivíduos ou das classes sociais. p. 103
ENSINAR EXIGE LIBERDADE E AUTORIDADE
§A liberdade sem limite é tão negada quanto a liberdade asfixiada ou castrada. p. 105
§Ninguém é autônomo primeiro para depois decidir.p. 107
§Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém. p.107
§A educação não virá política por causa da decisão deste ou daquele educador. Ela é política. p. 11
O que devo pretender não é a neutralidade da educação mas o respeito, a toda prova,
aos educandos, aos educadores e às educadoras. p.111
A ESCOLA COMO MECANISMO DE DEMOCRATIZAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA
§ENSINAR EXIGE SABER ESCUTAR...
§ENSINAR EXIGE RECONHECER QUE A EDUCAÇÃO É IDEOLÓGICA...
§ENSINAR EXIGE DIÁLOGO...
§ENSINAR EXIGE QUERER BEM...
No processo da fala e da escuta a disciplina do silêncio a ser assumido com rigor e a seu tempo pelos sujeitos que falam e escutam é um “Sine Qua”da comunicação dialógica. p. 116
A importância do silêncio no espaço da comunicação é fundamental. Uma das tarefas essenciais da escola, como centro de produção sistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade das coisas e dos fatos e a sua comunicabilidade [...]p. 12
 
O sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura com seu gesto a relação dialógica em
que se confirma como inquietação e curiosidade, como inconclusão em permanente movimento na História. p. 136
§Naturalmente, o que de maneira permanente me ajudou a manter esta certeza foi a
compreensão da História como possibilidade e não como determinismo [...]. p. 145
“A nossa escola é viva porque vocês, operários, trazem para ela sua melhor parte, aquela que o cansaço da fábrica não pode enfraquecer: a vontade de se tornarem melhores. Neste momento tumultuado e tempestuoso, vemos toda a superioridade da sua classe expressa no desejo que anima uma parte cada vez maior de vocês, o desejo de adquirir conhecimento, de se tornarem capazes, donos do seu pensamento e da sua ação, artífices diretos da história da sua classe.” (Gramsci, Antonio. Org. por Valentino Gerratana e Antonio A. Santucci. Turim, 1987, p. 361-2.)

ESCOLA E DEMOCRACIA
 §A dimensão política da educação foi reafirmada e a luta por sua democratização foi traduzida, entre outras, pela forma de gestão, cuja perspectiva democrática foi contemplada pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n.º 9.394/96.
OS SISTEMAS DE ENSINO E A GESTÃO DEMOCRÁTICA- princípios Anos 80
A ESCOLA E OS MECANISMO DE GESTÃO DEMOCRÁTICA

DEMOCRACIA NA VIDA
Para Hypólito (2008, p. 104):
Uma sociedade efetivamente democrática só se constitui com pessoas capazes de compreender e interpretar o mundo à sua volta. O entendimento das razões de uma determinada condição de vida constitui um pré-requisito essencial quando se almeja despertar nas pessoas a indignação com a situação desigual a que é submetida a maior parte da população desse país.
PARA SABER MAIS:
DOURADO, Luis Fernandes (org.) et all. Conselho escolar, gestão democrática da educação e a escolha do diretor. Caderno 5, MEC/SEB/2004.
OLIVEIRA, Dalila Andrade (Org.). Gestão democrática da educação: desafios contemporâneos. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
HYPÓLITO, Álvaro Moreira (Org.). Gestão educacional e democracia participativa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.
VERCOSA, Elcio de Gusmão. Cultura e educação nas Alagoas: histórias, histórias. 4. ed. Maceió: EDUFAL, 2006.
BIBLIOGRÁFIA BÁSICA
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Slides 2ª aula
FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
José Geraldo Silveira Bueno
Introdução
Semana Pedagógica
Escola abstrata, genérica, universal e homogênea
Reprodutora das relações sociais e do status quo
Os sistemas de ensino como promotor de mudança social
lLimites e possibilidades.
Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Paulo Freire 
DE QUE ESCOLA ESTAMOS FALANDO?
lEscola Pública de ensino fundamental
lA ampliação e universalização da educação pública.
lQuantidade x Qualidade
lTeorias tradicionalistas x Teorias críticas
lPromoção x saber
lAnalfabetos Funcionais
A ESCOLA APÓS A LDBEN 9.394/96
lEscola ciclada/seriada/modular com condições mínimas de trabalho, “qualidade” e violência social.p. 4
lArt. 3º- O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
-IX – garantia de padrão de qualidade;
lArt. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
A LÓGICA DA QUALIDADE
 l[...]E, é claro, esse imaginário não foi construído com base em quimeras, mas corresponde a resultados de políticas educacionais demagógicas, que se utilizaram do discurso de priorização da escola pública para promoção da deterioração das condições de trabalho dentro das escolas: ampliação do número de turnos e de alunos por turma; ampliação do número de horas de trabalho dos professores para compensar as perdas do poder de compra oriunda de política de arrocho dos salários dos servidores públicos; absoluta falta de política de formação docente etc. p.4
O DISCURSO DA QUALIDADE E A QUALIDADE DO DISCURSO
Mariano Fernández Enguita

lSe existe hoje uma palavra em moda no mundo da educação, essa palavra é, sem dúvida, “qualidade”. Desde as declarações dos organismos internacionais até as conversas de bar, passando pelas manifestações das autoridades educacionais, as organizações de professores, as centrais sindicais, as associações de pais, as organizações de alunos, os porta-vozes do empresariado e uma boa parte dos especialistas, todos coincidem em aceitar a qualidade da educação ou do ensino como o objetivo prioritário ou como um dos muito poucos que merecem consideração. p. 95
AS FUNÇÕES SOCIAIS DA ESCOLA
lNeste sentido Severino (2006, p. 296) nos alerta:
l[...] Não sem razão, durante todo esse longo período de Colônia e Império, a evolução do sistema educacional do país, tanto do ponto de vista organizacional como do ponto de vista de sua função social, foi pouco significativa [...] Desse modo, o pouco que houve de institucionalização de educação escolar serviu de reforço para a reprodução da ideologia dominante e das condições econômico-sociais, marcadas pela degradação, pela opressão e pela alienação da maioria da população em relação às situações de trabalho, de participação política e de vivência cultural. [...]. 
A ESCOLA COMO APARELHO IDEOLÓGICO
Na garantia do alcance de metas e indicadores estabelecidos na política nacional através das ações articuladas entre Estados e Municípios, à escola também exerce um controle burocrático sob os indivíduos presentes em sua dinâmica social, e na sociedade em geral, configurando-se em certo sentido, um organismo de controle do Estado, como referenda Althusser em “Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado” (1980). 
A FACE OCULTA DA ESCOLA
Mariano Fernández Enguita
lQuanto mais ignorante o povo, mas disposto está a ser subjugado por seus próprios preconceitos ou pelos charlatães de todo gênero que o assediam. p. 112
lSe já não se podia utilizar o chicote, devia-se recorrer à escola. Qualquer coisa antes que perder o controle da mão de obra negra por causa da emancipação, pois fazer o contrário seria desperdiçar alguns preciosos recursos. p. 123
lFinalmente, a escola é raramente estudada desde fora. A imensa maioria dos investigadores e analistas da escola são (somos) produto exclusivo da mesma. p. 134
A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO E AS FUNÇÕES SOCIAIS.
lCom relação ao acesso à cultura, embora não possamos, e não devemos, desconsiderar a importância da utilidade prática que os conhecimentos adquiridos na escola devam ter, não se pode restringir o acesso ao conhecimento somente ao seu caráter utilitarista. p.6
lComo espaço de convivência que favoreça o exercício da cidadania, a escola possui formas de organização, normas e procedimentos que não são meramente aspectos formais de sua estrutura, mas se constituem nos mecanismos pelos quais podemos permitir e incentivar ou, ao contrário, inibir e restringir as formas de participação de todos os membros da comunidade escolar. (Ibdem)
AS UNIDADES ESCOLARES E A POLÍTICA EDUCACIONAL, de acordo com o texto de BUENO as escolas precisam:
l1 – Configurar um projeto pedagógico real;
l2 – Privilegiar o cotidiano escolar;
l3 – Estabelecimento de metas precisas e gradativas;
l3.1 – Metas para acesso ao conhecimento: organização, distribuição e acompanhamento;
l3.2 – Metas para formação do cidadão;
l3.3 – Metas para o convívio social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS do autor:
Este trabalho parte de um diferente pressuposto: a baixa qualidade de ensino no Brasil é fruto de políticas educacionais que, apesar do discurso democratizante, não privilegiaram a elevação da qualidade de ensino para todos, cujos problemas afetaram, de forma drástica, as escolas públicas que se voltaram ao atendimento de alunos oriundos das camadas populares. p.9 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BUENO, José Geraldo Silveira. Função social da escola e organização do trabalho pedagógico. Educar: Curitiba, n.º 17, p.101 – 110. 2001. Editora da UFPR .
PARA SABER MAIS:
ENGUITA. Mariano F. A face oculta da escola: educação e trabalho no capitalismo. Trad. Tomaz Tadeu da Silva. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989. 
Gramsci, Antonio. Org. por Valentino Gerratana e Antonio A. Santucci. Turim: Einaudi, 1987, p. 361-2. 
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5ª ed (ver e amp.) Goiânia: Alternativa, 2004.
Nosella, P. A escola de Gramsci. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2004. 
SEVERINO, Antônio Joaquim. Fundamentos Ético-Políticos da Educação no Brasil de Hoje. In: LIMA, Júlio César e NEVES, Lúcia Maria Wanderley. Fundamentos da educação escolar do Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2006. 
SLIDES 3.ª AULA

ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO E RELEVÂNCIA CULTURAL
Benno Sander
O primeiro objetivo do trabalho é apresentar alguns esforços históricos de construção do conhecimento no campo da administração da educação.
lO trabalho anuncia um paradigma heurístico interdisciplinar para  estudar a administração da educação na América Latina.
lO paradigma multidimensional
O contexto histórico
Europa e Estados Unidos – Influência das teorias pedagógicas e administrativas.
Séc. XVI ao século XIX – Enfoque jurídico e normativo – direito romano – período colonial.
Séc. XX – enfoque tecnocrático – escola clássica de administração, princípios de eficiência e eficácia, atrelada a produtividade econômica e material.
Após segunda guerra mundial – teorias funcionalistas da escola psicossociológicas- enfoque comportamental, busca pela eficiência institucional.
Anos sessenta – Influência das ciências sociais – escola contemporânea de administração.

Desenvolvimentismo - perspectiva sociológica
EFETIVIDADE
Responsabilidade social da gestão educacional em responder às demandas e necessidades da cidadania.
Enfoque cultural
Relevância Cultural
Gestão democrática da educação
Participação
os caminhos da administração escolar: Adminsitração eficiente, eficaz. efetiva e relevante - quatro modelos
ADMINISTRAÇÃO EFICIENTE –
 início do século XX
Derivada da escola clássica de administração – Consolidação da Revolução industrial
Apoiada no conceito de eficiência que implica na capacidade de produtividade operacional, e acentua a capacidade de desempenhar-se bem economicamente. p.2
O valor supremo da eficiência é a produtividade: “a eficiência implica comprovada capacidade baseada em produtividade operacional, e acentua, primordialmente, a habilidade de desempenhar-se bem economicamente.
 Origem da administração eficiente
Escola Clássica de Administração – Fayol, Weber e Taylor, modelo universal focado na burocracia racional.
Enfoque econômico – Eficiência humana = Produtividade no trabalho
Os protagonistas de uma construção de administração eficiente pautam suas concepções e ações pela lógica econômica, pela racionalidade instrumental e pela produtividade material.
ADMINISTRAÇÃO EFICAZ
Final da década de 20
Derivada da escola psicossociológica de administração – enfoque comportamental
Protagonistas – Mayo, Barnard e Simon = Integração Funcional
Pós Segunda Guerra Mundial – pensadores neoclássicos – Drucker, Odiorne e Humbler.
A eficácia preocupa-se essencialmente com questões micro (específicas).
A eficiência dos indivíduos está focada nos objetivos institucionais, assim a eficiência está subsumida pela eficácia.
ADMINISTRAÇÃO EFETIVA
Pós Segunda Guerra Mundial
Sistema aberto e adaptativo – mediação do sistema interno ao externo – à luz da efetividade.
Efetividade é o critério político que reflete a capacidade administrativa para satisfazer as demandas concretas feitas pela comunidade externa.
Efetividade = Responsabilidade Social
Tenta superar as limitações dos critérios técnicos de eficiência e eficácia, a efetividade refere-se a “objetivos mais amplos de equidade e de desenvolvimento econômico-social”.
FILOSOFIA SOLIDÁRIA E METODOLOGIA PARTICPATIVA
ADMINISTRAÇÃO RELEVANTE
Tem sua derivação conceitual nas formulações interacionistas recentes, preocupadas com as características culturais e os valores éticos, que definem um desenvolvimento humano sustentável.
SISTEMA GLOBAL E MULTICULTURAL
Participação democrática É precisamente a cultura, como construção histórica e ecológica da comunidade – seja um povo indígena ou uma nação industrializada -, que deve oferecer o marco organizacional para a participação cidadã.
O conceito de Relevância
Está focado na construção de Wittmann, quando ele se refere ao compromisso da administração da educação com a cultura brasileira e com a “construção de uma sociedade brasileira mais justa, mais humana e mais solidária”. Por fim, Wittmann unifica os conceitos de efetividade e relevância numa única dimensão política.
Resulta na gestão como uma perspectiva política
PARADIGMA MULTIDIMENSIONAL
Década de 90
O Brasil encontra-se mergulhado em uma realidade educacional complexa e em constante transformação
Considerações sobre o estudo da administração escolar:
1)Ver as quatro alternativas como excludentes;
2) Enfoque multiparadigmático;
3) Paradigma global, a partir de um enfoque histórico estrutural- dimensões econômica, política, pedagógica e cultural;
4) Paradigma Multidimensional
SIGNIFICADOS DO PARADIGMA MULTIDIMENSIONAL
Parte de uma definição compreensiva e totalizadora da gestão da educação, segundo a qual as dimensões extrínsecas são subsumidas pelas respectivas dimensões intrínsecas; e as dimensões instrumentais, pelas dimensões substantivas. Estas estão diretamente relacionadas, no nível intrínseco, com os valores e aspirações fundamentais do ser humano historicamente engajado em seu meio cultural e, no nível extrínseco, com a consecução dos fins e objetivos políticos da sociedade.
Considerações finais sobre o texto
Compreender a influência do contexto histórico na construção da administração educacional, é princípio básico para significar o modelo de gestão democrática que tem sido validado atualmente no Brasil, entendendo que este sofreu influências de teorias diversas e precisa construir sua identidade com base na experiência vivida pela escola brasileira na atualidade.
Referência bibliográfica:
SANDER, Benno. Administração da educação e relevância cultural.

SLIDES 4.ª AULA -
O Sistema de Organização e Gestão da Escola
José Carlos Libâneo
 
As Concepções de Organização e Gestão Escola
Escola Nova – Administração Escolar
Concepção Burocrática e Funcionalista
Escola X Empresa
REFORMAS EDUCACIONAIS
Redemocratização – anos 80 (CF/88)
Neoliberalismo – globalização
Reforma Curricular dos cursos de Pedagogia e Licenciaturas
Organização do trabalho escolar – enfoque crítico
Afastamento dos aspectos organizacionais e técnico-administrativo da escola.
ADIMISTRAÇÃO X GESTÃO

PARADIGMAS – TEORIA ADMINISTRATIVA (século XX)
Administração Clássica: Ad
Administração científica – Taylor
Administração geral – Fayol
Administração burocrática – Weber
Enfoque Crítico científico-racional – Realidade objetiva, neutra e técnica, planejada, organizada e controlada.
Contemporânea ((anos 80) – critérios de eficácia, eficiência e efetividade
Ênfase na Estrutura Organizacional
Organograma de cargos e funçõe;
Hierarquia de funções, ênfase nas normas e regulamentos;
Centralização das decisões, baixo grau de participação e planos feitos de forma verticalizada.
ESCOLA X EMPRESA
ENFOQUE CRÍTICO
Enfoque Crítico de Cunho Político
Sistema Integrado
Interações Sociais com o contexto Sócio-político
Organização da Escola como construção Social
Participação ativa de estudantes, pais, professores e comunidade escolar em geral.
TEORIAS  DIVERSAS
(Dermeval Saviani, José Carlos Libâneo,  Vitor Henrique Paro)
GESTÃO DEMOCRÁTICA
REFORMAS EDUCACIONAIS  E GESTÃO DEMOCRÁTICAS
ORGANIZAÇÃO TÉCNICO-CIENTÍFICA (FUNCIONALISTA
ORGANIZAÇÃO AUTOGESTIONÁRIA
DEMOCRATICA PARTICIPATIVA
REFORMAS EDUCACIONAIS  E GESTÃO DEMOCRÁTICA
LIMITE HISTÓRICO: SOCIEDADE CAPITALISTA
DEMOCRACIA PLENA NUMA SOCIEDADE DIVIDIDA EM CLASSES?
FAZER AS ANÁLISES HISTÓRICAS, CRÍTICAS RELACIONANDO AS POSSIBILIDADES
DESAFIO NOSSO: (DESVELAR O QUE O SISTEMA OCULTA)
O QUE É GESTÃO DEMOCRÁTICA?
Gestão Democrática na LDB
CF/88:
Art. 206: O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:  gestão democrática do ensino público na forma da Lei.
LDB/96:
Art. 3o.: O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
VIII: gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino.
Art. 14: Os sistemas de ensino definirão as normas de GD (...):
I – participação dos profissionais da educação na elaboração da proposta pedagógica;
II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalente.
Art. 15: Os sistemas de ensino assegurarão às escolas progressivos graus de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira.
ESTRUTURA DEMOCRÁTICA NO ÂMBITO ESCOLAR
ncompreensão de que a educação é um direito de todos;
né preciso que a escola estatal seja compreendida como serviço público, no sentido de que a educação é uma ação de interesse público e neste sentido “a lei e o funcionário público são, respectivamente, o meio e o agente daquele interesse público”;

nDispor de informações suficientes para que ao tomar parte de conselhos e similares pais, professores, funcionários e gestores possam construir posições por meio do debate racional.
n4ª Realizar o controle social sobre a coisa pública.
FUNDAMENTOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA
PARTICIPAÇÃO POPULAR  (DEMOCRACIA)
* Gestão participativa & Gestão da Participação
LIBERDADE
DESCENTRALIZAÇÃO
AUTONOMIA (administrativa, pedagógica e financeira)
ESCOLA PÚBLICA E POPULAR
MELHORIA DA QUALIDADE (Ênfase no Discurso da Qualidade Total)
VISÃO SÓCIO-CRÍTICA
Uma visão sócio-crítica propõe considerar dois aspectos interligados: por um lado, compreende que a organização é uma construção social, a partir da Inteligência subjetiva e cultural das pessoa, por outro, que essa construção não é um processo livre e voluntário, mas mediatizado pela realidade sóciocultural e política mais ampla, incluindo a influência de forças externas e internas marcadas por interesses de grupos sociais, sempre contraditórios e às vezes conflitivo. p. 3

ESTRATÉGIAS POSSÍVEIS GESTÃO DMEOCRÁTICA
DIÁLOGO
CONTRIBUIÇÕES PESSOAIS
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL
DISCUSSÕES
FÓRUNS / DEBATES
ASSEMBLÉIAS
ELEIÇÕES (gestores e representantes diversos)
FORMAÇÃO DE EQUIPES DE TRABALHO 
ESTRATÉGIAS
Desenvolver ações conjuntas Municípios, Estado e União para garantir e ampliar recursos para a educação;
Fortalecer os mecanismos de controle social do FUNDEB;
Fortalecer os Conselhos Deliberativos das Comunidades Escolares e Conselhos Municipais de Educação;
Promover, junto às comunidades escolares, um amplo debate sobre a importância da gestão democrática como fator de fortalecimento escola, da educação e da sociedade;
 
MECANISMOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA
Comunidade Escolar/ Assembléia Escolar;
Conselho de Escola (colegiados);
Orçamento Participativo Local;
Reuniões Pedagógicas;
Associação de Pais;
Grêmio Estudantil;
Avaliação Institucional;
Outros.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5ª ed (ver. e amp.) Goiânia: Alternativa, 2004.
PARA SABER MAIS:
APPLE, M e BEANE, J. (orgs.) Escolas Democráticas. São Paulo: Cortez, 1997.
HORA, D. Gestão Democrática na Escola. Campinas: Papirus, 2000.
LIMA, L. C. A escola como organização educativa. São Paulo: Cortez, 2001.
MACHADO, L. M. e FERREIRA, N.S.C. (orgs). Política e Gestão da Educação: dois olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
OLIVEIRA, Maria Auxiliadora Monteiro (org). Gestão Educacional: novos olhares, novas abordagens. Petrópolis: Vozes, 2005.
SLIDES 5.ª AULA
GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA: BASES EPISTEMOLÓGICAS, POLÍTICAS E PEDAGÓGICAS - Ana Lúcia Félix dos Santos

Se a gestão da escola não tem conseguido alcançar a qualidade na educação desejada pela comunidade escolar, é menos devido à competência técnica e ao compromisso político de seus atores do que aos condicionantes sociopolíticos e epistemológicos que a envolve.

BASES EPISTEMOLÓGICAS
oPARADIGMA

Para Kuhn (2007, p. 13), paradigmas são “as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.” Ou seja, são o conjunto de crenças, valores e idéias que influenciam e determinam o modo de pensar e agir de determinada sociedade, em determinado tempo e espaço.

ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR E/OU GESTÃO ESCOLAR?
PROCESSO VERTICALIZADO DO PODER, APOIADO EM TEORIAS ADMINISTRATIVAS E EIVADO POR UMA CONCEPÇÃP TÉCNICO CIENTÍFICA DE EDUCAÇÃO.
O SEGUNDO TERMO TEM SUAS BASES NA PERSPECTIVA HISTÓRICA, A PARTIR DE UMA CONCEPÇÃO SOCIOCRÍTICA DA EDUCAÇÃO.
GESTÃO DEMOCRÁTICA


oBaseada em um paradigma emergente que tem como características básicas uma concepção dialética da realidade.
oHomem como sujeito histórico, que apesar de vivenciar os condicionantes da realidade atual, também é capaz de intervir sobre ela.
oConcepção sociocrítica da gestão da escola e da educação.

ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR

Baseada em um paradigma racional-positivista que tem como característica básica a gestão a partir de um formato técnico-científico.
Suas características básicas consistem em considerar a realidade como um todo estruturado e advogar a neutralidade da relação entre sujeito e objeto do conhecimento.
Concepção técnico-científica da gestão da escola e da educação.

ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
Fundamentada no modelo taylorista/fordista advindo do campo industrial.
Membros com funções específicas e determinadas previamente.
Sistema harmônico de produção.
Nesse modelo os formuladores das políticas é que detinham o conhecimento e traçavam os caminhos, as metas e as estratégias.

GESTÃO DEMOCRÁTICA
Fundada em um paradigma emergente ou crítico-dialético, baseia-se em uma concepção sociocrítica da gestão democrática, considerando o homem como ser social e histórico que, embora determinado por contextos econômicos, políticos e culturais, é criador da realidade social e transformador desses contextos.
Colegiados consultivos e deliberativos
GESTÃO DEMOCRÁTICA
PARTICIPAÇÃO E AUTONOMIA
Para Ferreira (1999, p.11), participar significa estar inserido nos processos sociais de forma efetiva e coletiva, opinando e decidindo sobre planejamento e execução.
A autonomia da escola  e do processo de gestão, é sempre relativa e, por a mesma se configurar como uma unidade básica da política educacional, estar, portanto,sempre condicionada aos regimentos que compõem tal política.
BASES POLÍTICAS: A TESSITURA DAS RELAÇÕES
Redemocratização do país – década de 1980. Reflexos da mudança
País dirigido por correntes baseadas em postulados neoliberais, resultando em:
Reforma do Estado com base nos princípios do neoliberalismo.
Nesse contexto as políticas sociais são alvo de adequação e ajustes, fundados em perspectivas minimalistas
"NOVAS LEGISLAÇÕES"
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
LDB 9.394/96
LEIS ACERCA DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA, PORÉM, O QUE ESTÁ ESCRITO NA LEI NÃO IMPLICA QUE, DE FATO, TAL GESTÃO ESTEJA OCORRENDO NA ESCOLA.

A descentralização (desconcentração) é o conceito chave para se entender as políticas educacionais no contexto neoliberal. 

DEMOCRACIA E GESTÃO
Se considerarmos a lógica democrático-participativa da descentralização, podemos dizer que ela se funda numa concepção sociocrítica de organização da gestão educacional e escolar.
Na lógica economicista-instrumental a descentralização se constitui em transferência de responsabilidades com a educação para níveis cada vez mais micros.
FINANCIAMENTO
FUNDEF/FUNDEB
FNDE / SALÁRIO EDUCAÇÃO / IMPOSTOS / UEx nas escolas.
AMPLIA A REDISTRIBUIÇÃO 
NÃO AMPLIA OS VALORES
PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola)

Assim, a política educacional ao se amparar teoricamente em um princípio que se vincula à democratização, como é o caso da descentralização, tenta mascarar as bases epistemológicas de cunho técnico-científico ou positivista racional que amparam uma gestão de política neoliberal.
BASES PEDAGÓGICAS
Os principais instrumentos que visam garantir a gestão democrática são: o projeto político pedagógico da escola (PPP) e os conselho escolar. Também existem outras instâncias auxiliares como: associação de pais e mestres e grêmio estudantil.
As ações pedagógicas estão subjugadas ao que diz a legislação presente na política educacional e, também, aos caprichos idiossincráticos de alguns autores que se encontram nos territórios mais altos do poder.

CONSIDERAÇÕES FINAIS DA AUTORA SOBRE GESTÃO DEMOCRÁTICA
Um processo de gestão democrática consiste em elaboração, execução, acompanhamento e avaliação do projeto educativo que deve estar expresso no PPP e ser conhecido por toda comunidade escolar. A própria existência do PPP pressupõe a participação coletiva em sua elaboração, execução, acompanhamento  e avaliação (reescrito propositadamente), mesmo que, na prática, isso tudo não ocorra.

Oscilações entre a assunção de princípios democráticos e e a imposição de estratégiaa técnico científicas.
E AI GENTE  como será a semana?
MUITAS REFLEXÕES...
ABRAÇOSSSSSS!
Bete Brito


5 comentários:

  1. Lua no céu, olhar partido...tem significado um elemento tão belo, que poucos podem contemplar?
    Talvez sim, talvez não! Não sei ao certo, sei apenas que as coisas que amo são tudo pra mim.
    Na verdade poucos param para contemplar esse luar que nos banha, nos faz respirar, trazendo a esperança de sol e luz.

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  2. Professora, parabéns pela pelo blog, muito bom para o acompanhamento das atividades.
    Professora não estou conseguindo encontrar os textos. onde estão?

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  3. Obrigado por disponibilizar os slides. Será de grande ajuda na avaliação.

    PS: Suel, dá uma olhada lá no topo. Clica no link de teu curso e lá tem os links para os textos conforme a aula. ^^

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  4. Valeu John...
    Consegui, agora é só estudar

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  5. POSSO DIZER QUE AMO VER VOCÊS DIALOGANDO!
    PARABÉNSSSS MENINOS!!!
    ABRAÇOS...
    BETE BRITO

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